quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Gnose das Raízes


Alvitrada está a flecha.
Tenho metas,
Tenho anseios,
E pretensões.
Pois nada eu fiz (nem faço) em vão.

Mas as raízes me oprimem.
Esgalham-me as plumas,
Amordaçam-me a alma,
Vendam-me os gázeos.
E de oceano me cingem, longe das luzes.

Amparo, eu sei, bem…
Digo até que é amor.
Mas constrange, inebria
Como a névoa baixa ao alvorecer.
E me agrilhoam no orbe que não me incumbe.

Até quando será assim?
Escoar-se-á toda a areia da ampulheta,
E nada deveras fui?
E agora?
E depois?

Agrilhoaram-me ao reflexo no espelho
De devaneios projetados em mim.
Não  alcançam que sou um comum mortal
Nesta humilde forma, enclausurado aqui…
E sei que tenho muito para compor, perto das luzes, e vou. 

Sem comentários:

Enviar um comentário