E mais um dia o sol se põe. A lua surge, cintilante e o céu em breu se pinta, trazendo o medo, a tristeza e o arrependimento de mais um dia vivido, em vão. Nada tem sido como se esperava: desde que o pássaro foi solto, de asas abertas voou, sem rumo, nem direcção. Voou pelo belo horizonte somente. Mas agora a noite chegou e o pássaro que sem rumo voou enquanto o sol pairava sob o imenso universo, agora não tem ninho onde repousar. Agora a lua surge, traiçoeira e cintilante e o céu em breu se pinta, num piscar de olhos, trazendo o medo, a tristeza e o arrependimento de mais um dia vivido, em vão.
Amanhã se faz dia e outra vez o sol surgirá no horizonte, rasgando os véus da janela, instigando os olhos, "pois hoje também é dia", diz ele. E novamente levanta-se, encara a sua face no espelho e repete mentalmente: "hoje não será como ontem, afinal é outro dia". Lava o rosto com água fria para despertar, veste-se de coragem e calça a ousadia. "Aqui vamos nós", não há tempo a perder, porque o tempo não pára quando, por vezes, se pára, tudo continua em movimento, independentemente das paragens, é o ciclo.
Está na hora de sair desta capa protectora e encarar realmente quem se é e viver, sem pensar no que podia ser. É imutável a essência e por mais que digam que não é assim, é a tua índole. Agora é vivê-la, somente, custe o que custar. Projecções em outros não são base, nem projecções dos outros nele será futuro. Ele, só ele.
Está na hora de sair desta capa protectora e encarar realmente quem se é e viver, sem pensar no que podia ser. É imutável a essência e por mais que digam que não é assim, é a tua índole. Agora é vivê-la, somente, custe o que custar. Projecções em outros não são base, nem projecções dos outros nele será futuro. Ele, só ele.
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